Há decisões que não se tomam de ânimo leve, e o prazo do crédito habitação é uma delas. Afinal, vai acompanhar a vida durante muito tempo.
Contratar um crédito habitação é uma decisão de longo prazo - literalmente. E quando se fala em “longo”, o prazo que se escolhe para pagar o empréstimo é uma das decisões mais importantes de todo o processo. O que muitos não sabem é que esse prazo tem limites definidos, e que esses limites estão diretamente ligados à idade de quem pede o crédito.
Desde 1 de abril de 2022, as regras mudaram e o Banco de Portugal apertou as contas no que toca à duração dos empréstimos. Vamos explicar-lhe tudo o que precisa de saber.
Depende da idade de quem pede o crédito. A regra é clara e foi criada com um objetivo: reduzir o risco, tanto para os bancos como para as famílias. Assim, os prazos máximos passaram a ser os seguintes:
É importante sublinhar que, se o crédito tiver dois titulares, é sempre considerada a idade do mais velho para aplicar estas regras. E mais: mesmo que falte só um dia para completar 31 ou 36 anos, a mudança de escalão já se aplica.
Regra geral, os bancos impõem um limite de idade no final do contrato de crédito, que costuma ser os 75 anos. Isto significa que o prazo escolhido para o empréstimo, somado à idade do titular mais velho, não deve ultrapassar os 75 anos no final do crédito.
Por exemplo:
Contudo, é importante sublinhar que este não é um limite legal nem obrigatório para todos os bancos. Trata-se de uma prática adotada pela maioria das instituições, mas podem existir exceções, especialmente se houver fiadores mais jovens, uma situação financeira sólida ou outras garantias que diminuam o risco do empréstimo.
Por isso, quem estiver próximo deste limite de idade deve confirmar as condições específicas com o banco, já que cada instituição pode ter critérios diferentes.
A matemática é simples: quanto mais curto for o prazo, maior será o valor da prestação mensal.
Tal acontece porque o montante do crédito tem de ser devolvido num período mais reduzido. O resultado? Mensalidades mais pesadas. Mas vamos a um exemplo.
Para um crédito de 100 mil euros:
Sim, e não são poucas. Apesar da prestação mensal ser mais elevada, há uma poupança significativa no custo total do crédito. Isto porque o cliente vai pagar juros durante menos tempo. No fim, o valor total que sai do bolso acaba por ser menor.
Adicionalmente, prazos mais curtos também ajudam a reduzir custos com:
Contratar crédito habitação depois dos 50 anos não é impossível, mas pode exigir alguma estratégia. Eis algumas dicas que ajudam a aumentar as hipóteses de aprovação:
Tudo isto reduz o risco do empréstimo aos olhos da instituição financeira, o que acaba por facilitar a aprovação e proporcionar condições mais favoráveis.
O crédito habitação vai acompanhar a vida durante muitos anos e, por isso, vale mesmo a pena parar para pensar no prazo que se escolhe. A decisão é de longo prazo, mas começa com informação no presente.
Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.
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