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E se o inesperado acontecer? Saiba o que deve ter no kit de emergência da União Europeia

03 abr 2025 | 4 min de leitura

A ideia não é assustar, é apenas prevenir. Vai preparar o kit de emergência recomendado pela União Europeia? Veja o que não pode faltar na mochila.

Ninguém gosta de pensar no pior. Mas se há coisa que os últimos anos nos ensinaram é a de que estar preparado pode fazer toda a diferença. E é por isso que a União Europeia tem lançado um apelo simples, mas importante: preparar um kit de emergência. Um conjunto de itens básicos para que cada pessoa consiga estar segura e minimamente confortável durante 72 horas, mesmo que falte luz, rede ou água.

 

 

Para que serve o kit de emergência da União Europeia? E por que razão agora?

A proposta insere-se na Estratégia de Preparação da União Europeia, um plano pensado para dar resposta aos desafios atuais e futuros. Entre as medidas mais práticas está precisamente a criação de kits de emergência, ajustados à realidade de cada país.

 

A mensagem da Comissão Europeia é clara: não se trata de criar medo, mas sim de promover uma cultura de prevenção. Como referiu Hadja Lahbib, comissária europeia responsável pela gestão de crises, o objetivo não é espalhar pânico, é evitar repetições de situações caóticas como as que se viveram no início da pandemia. Quem é que já se esqueceu da corrida ao papel higiénico?

 

 

O que deve conter um kit de emergência?

Não há uma lista única, válida para todos. Cada país pode ajustar os itens conforme o clima, os riscos mais prováveis ou a realidade social. Ainda assim, há elementos comuns que quase todos os kits devem incluir:

 

  • Água potável (pelo menos 3 litros por dia por pessoa)
  • Alimentos não perecíveis (conservas, barras energéticas, bolachas, frutos secos, arroz, massa, etc.)
  • Medicamentos essenciais e material de primeiros socorros
  • Lanterna e pilhas sobressalentes
  • Powerbank e carregadores
  • Rádio portátil (preferencialmente a pilhas ou de manivela)
  • Cópias de documentos importantes
  • Dinheiro em espécie
  • Roupas quentes e muda de roupa
  • Produtos de higiene pessoal
  • Canivete suíço, isqueiro, fósforos, velas
  • Contactos de emergência anotados
  • E, sim… algo para passar o tempo, como cartas de jogar.

 

Em Portugal, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) subscreveu todos os itens acima e recomendou ainda a inclusão de um apito e contactos de familiares e amigos.

 

Países como França, Suécia ou Noruega também acrescentaram outros detalhes como cobertores, chaves sobresselentes, iodo ou ferramentas básicas. Na Ucrânia, por exemplo, recomenda-se até carvão ativado e materiais para imobilização de membros em caso de ferimento.

 

 

Porquê 72 horas?

Basicamente, é esse o tempo que se estima ser mais crítico numa situação de emergência. São as primeiras horas depois de um evento disruptivo - quando os serviços podem estar inoperacionais e a ajuda ainda a ser organizada - que exigem maior autonomia individual. Ter um kit preparado pode ser o que separa o caos da tranquilidade.

 

 

Que tipo de crises é que a União Europeia quer prevenir?

Mas, afinal, para que tipo de situações é que a Europa quer estar pronta? A resposta é: para quase tudo. Entre os principais cenários de risco identificados estão:

 

  • Catástrofes naturais: inundações, incêndios florestais, terramotos, tempestades extremas
  • Acidentes causados pelo ser humano: falhas técnicas, acidentes industriais, pandemias
  • Ameaças híbridas: ciberataques, desinformação, sabotagem de infraestruturas críticas
  • Crises geopolíticas: conflitos armados, agressões externas aos Estados-membros.

 

Estes riscos não são apenas teóricos, têm vindo a ganhar força. As alterações climáticas estão a tornar fenómenos extremos mais frequentes. A guerra na Ucrânia veio reacender receios sobre a estabilidade na região. E ataques híbridos, como ciberataques a hospitais ou interferências em redes energéticas, já não são só coisa do futuro.

 

Face a este novo cenário global, a UE quer garantir que, se algo acontecer, os cidadãos não sejam apanhados completamente desprevenidos.

 

Isto significa que vai mesmo acontecer algo grave? Não. E esse é o ponto: ter um plano não quer dizer que se esteja à espera de uma catástrofe iminente, significa apenas que, se algo acontecer, não se entra em pânico. Preparar é, mais do que nunca, uma forma de proteger.

 

 

Outras medidas da Estratégia de Preparação da União Europeia

O kit de emergência é apenas um dos passos. A UE quer criar uma cultura de preparação mais alargada com medidas que envolvem escolas, empresas e serviços públicos. Entre as ações propostas estão:

 

  • Incluir temas de preparação nos currículos escolares
  • Criar um “Dia Europeu da Preparação”
  • Reforçar as reservas de bens críticos (medicamentos, equipamentos médicos, energia)
  • Garantir acesso a recursos essenciais como a água
  • Realizar exercícios de treino conjuntos à escala europeia
  • Juntar forças civis e militares em simulações de crise
  • Criar protocolos com empresas para assegurar produção e fornecimento de bens essenciais.

 

Tudo isto com um objetivo simples: garantir que, numa crise, a resposta seja rápida, coordenada e eficaz.

 

Nem todos veem esta proposta com os mesmos olhos. Uns dizem que assusta, outros que é puro bom senso. A verdade é que, num mundo em constante mudança, saber como agir quando as “sirenes tocam” pode, de facto, fazer toda a diferença.

 

Porque o futuro pode ser incerto, mas a prevenção… essa está nas mãos de cada um.

 

 

Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.

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